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A coragem de seguir só.

coragem-internaJá dizia minha avó, “Quem quer, vai. Quem não quer, inventa uma desculpa”.

As vezes a gente nem sabe que não quer. Ou acredita sinceramente nas desculpas recebidas. E isso pode gerar uma série de conflitos e mal entendidos.

Quando você oferece uma solução que invalida a desculpa e surge outra, desconfie. Mas… Por via das dúvidas ofereça outra solução. Se surgir outra desculpa…

Desculpe-se e deixe pra lá. Siga adiante, sem neuras. Coragem! Ninguém é obrigado a acompanhar ninguém. Seja aonde for, pelo motivo que for.

Também ninguém merece permanecer quando quer seguir adiante.

Isso quer dizer que não é saudável ou mesmo divertido, (a não ser que você seja sádico) obrigar alguém a lhe acompanhar no seu ritmo, no seu raciocínio, no seu destino, na busca pelo seu objetivo, mesmo que “pelo bem da pessoa, do relacionamento, etc…”

O inverso também se aplica. Não é saudável ou divertido acompanhar alguém sem vontade, a não ser que sejamos meio masoquistas…

Acontece que assim como de médico e louco todos nós temos um pouco, de sádicos e de masoquistas todos nós entendemos um pouco.

Quem nunca insistiu com alguém, derrubando sistematicamente todas as desculpas dadas, sem sequer perceber o que fazia, porque tinha certeza: a festa seria mais divertida, finalmente seria feliz no amor, seria melhor pro filho, pra mãe, para a empresa…

E quem já não se viu encurralado a dizer “sim” ou finalmente admitir pra si mesmo que não quer [seja lá o que for], mesmo que o senso comum diga que a melhor resposta seria o sim que não queremos dar?

Isso não quer dizer que seja errado ter persistência, saber insistir. Entretanto devemos utilizar essas qualidades para beneficio próprio. Temos que ser persistentes para conseguir nossos objetivos pessoais, aprender uma nova habilidade, fazer uma viagem, conquistar um novo emprego ou o primeiro emprego… Esses são alguns exemplos.

As vezes (muitas vezes) não conhecemos [bem] aquilo que rejeitamos, nesses casos vale a pena abrir a mente para a insistência alheia. Grandes talentos na história não seriam conhecidos sem uma certa dose de insistência. Entretanto, o medo do novo por si só já é um bom motivo para não forçar a barra com ninguém. Via de regra insistir demais é invasivo e serve apenas para reforçar a rejeição.

Temos que aprender a respeitar o direito dos outros de seguirem seus próprios caminhos, mesmo que seja um caminho que desaprovamos. Temos que aprender a respeitar o direito que o outro tem de errar, assim como nós queremos que nosso direito de fazer o que dá na telha seja respeitado quando estamos fazendo merda.

Respeitar o direito do outro de ser e agir diferente de você, por mais que isso lhe  pareça errado e feio, ou por mais que você deseje sincronicidade com suas vontades não invalida, porém, o alerta, a palavra amiga, a informação a titulo de esclarecimento, a exteriorização de uma preocupação… Enfim, o diálogo.

Entretanto, fazer força para que o outro ecoe seus pontos de vista, sentimentos e outros tipos de jornadas apenas porque você quer que seja assim ou porque quer companhia ou que alguém valide suas próprias escolhas… Aí, meu amigo, você precisa de terapia.

Bia Kelly

Bia Kelly – Terapeuta Lumni

Ah, e antes que eu esqueça:

o meu telefone para contato é: [94] 98159-3426

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