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Teillhard de Chardin

Quando me deparei pela primeira vez com a obra de Teillard de Chardin, eu estava numa biblioteca pública em Paris, absolutamente imersa em um projeto que não deslanchava, e para desestressar um pouco, comecei a caminhar por entre os corredores da biblioteca. Caminhando lentamente e olhando para aquelas coleções, parei. Retirei um livro qualquer da estante e vi se tratar deste senhor francês, padre, teólogo, paleontólogo, filósofo. Comecei a ler e fui arregalando os olhos diante de pensamentos que eu reconhecia como fundamentais para que o meu conhecimento tomasse forma. O Fenômeno Humano – seu livro mais conhecido, que nos fala do conflito entre ciência e espiritualidade, revela a dura trajetória de vida desse homem incomparável que viveu na pele a incompreensão das pessoas de seu tempo, diante daquilo que desconheciam. A partir deste dia, ancorada nos estudos que fui realizando, me aprofundando em seus ensinamentos, comecei a ter contatos mediúnicos com este mestre que tem sido meu guia de jornada para que a nova técnica terapeutica quântica  Lumni seja construída.  – Carmem Farage

UNSPECIFIED - MAY 24: Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) french priest, theologian, scientist, (Photo by Apic/Getty Images)

Pierre Teilhard de Chardin (Orcines, 1 de maio de 1881Nova Iorque, 10 de abril de1955)

foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou para a sua posteridade uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.

“Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito.”

(Teilhard de CHARDIN, O Fenómeno Humano)